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Dentro de mim há alguém
que sente que vive,
deseja e anseia
a paz, a liberdade e o amor
Dentro de mim há alguem
que nasceu do alto,
é fruto bendito do amor de Deus
Dentro de mim no mais profundo,
este alguém sou eu de fato,
comprado, lavado, remido pelo sangue redentor de Jesus
Dentro de mim, a semente eterna está, semente de Deus que não pode pecar,
que me enobrece e me faz ser filho daquele que É
Como um pássaro que voa, assim minh'alma se liberta e percorre a amplidão da liberdade no amor.
Completamente livre, amado, aceito e justificado!
Este alguém sou eu....em Jesus, Jesus em mim, eu em Jesus.
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Monday, 20 April 2009

Diagnóstico denominacional

Por Phillip Yancey

O que procuro quando quero encontrar uma igreja saudável.

 

 

 

 

No ano passado, minha esposa e eu fizemos uma experiência. Decidimos procurar a palavra “igrejas” nas Páginas Amarelas e visitar cada uma das que foram listadas no catálogo. Apesar de morarmos em uma pequena cidade, encontramos representações da maioria das denominações, assim como diversas outras não filiadas a qualquer denominação: um total de 24 congregações, se deixarmos de fora grupos como os Testemunhas de Jeová.

Descobri que as igrejas estão bem diversificadas. Algumas ainda têm órgãos e corais, mas a maioria tem bandas de louvor com guitarras elétricas e baterias. Estranhamente, uma Igreja de Cristo proíbe instrumentos musicais que não são mencionados no Novo Testamento, mas não vê contradição em projetar seus hinos em slides no Power Point. Alguns freqüentadores das igrejas se vestem solenemente, enquanto outros usam calça jeans e botas de caubói (afinal, moro no estado americano do Colorado e isto é comum por lá!).

Aos domingos, as igrejas se reúnem em vários horários durante a manhã: às 7:00, às 9:30, às 10:30 e às 11:00; algumas se reúnem aos sábados à noite, e uma igreja luterana se reúne às quintas-feiras à noite. Algumas seguem uma liturgia permanente, outras aparentemente decidem a ordem do culto conforme ele acontece.

Com uma intuição difícil de explicar, geralmente consigo perceber a “vivacidade” de uma congregação em apenas cinco minutos. Havia pessoas conversando no saguão? Ouvi o som das risadas? Que atividades e questões estavam destacadas no boletim dominical? Para minha surpresa, o fator “vivacidade” tinha pouco a ver com teologia. Em duas das igrejas mais conservadoras que visitei, os membros sentavam-se e lá permaneciam durante todo o culto, como se estivessem colados nos bancos, até mesmo a equipe pastoral transmitia a idéia de que seu objetivo principal era chegar logo ao final para receber a bênção. Ao mesmo tempo, uma igreja liberal (que havia reescrito os hinos e até mesmo a oração do Pai-Nosso para torná-la “politicamente correta”) demonstrava mais energia na comunidade e em projetos de alcance global.

Graças a este experimento, agora tenho uma visão mais clara sobre as qualidades que busco em uma igreja saudável.

Diversidade - Conforme leio sobre a igreja do Novo Testamento, nenhuma característica se destaca mais do que esta. Desde o Pentecostes, a igreja cristã derrubou as barreiras de gênero, raça e classe social que marcavam as congregações judaicas. Paulo, que quando rabino agradecia diariamente por não ter nascido mulher, escravo ou gentil, estava maravilhado com a mudança radical: “Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus” (Gálatas 3.28).

Um moderno pastor indiano me disse: “A maior parte do que acontece nas igrejas cristãs, incluindo os milagres, pode ser duplicada nas congregações hinduístas e muçulmanas. Mas na minha área apenas os cristãos promovem a mistura de homens e mulheres de diferentes castas, raças e grupos sociais. Este é o milagre real!” A diversidade complica a vida em vez de simplificá-la. Talvez por esta razão tenhamos a tendência de permanecer em grupos da nossa classe econômica e com opiniões parecidas e da mesma faixa etária que a nossa. A Igreja oferece um lugar onde crianças e avós, desempregados e executivos, imigrantes e famílias tradicionais possam se reunir. Ontem mesmo sentei-me entre um idoso com seu tanque de oxigênio e um bebê em fase de amamentação, que fez bastante barulho ao longo do sermão. Onde mais eu poderia encontrar esta mistura? Quando entro em uma igreja nova, quanto mais os membros se parecem uns com os outros e comigo mesmo, mais desconfortável me sinto.

Unidade - É claro que a diversidade só pode ser bem-sucedida em um grupo de pessoas que compartilham de uma visão comum. Em sua grande oração registrada em João 17, Jesus destaca um pedido sobre todos os outros: “que sejam um”. A existência de 38 mil denominações ao redor do mundo demonstra que não tivemos sucesso em cumprir com o desejo de Jesus. Pergunto-me o quão diferente seria a impressão que o mundo tem sobre a igreja, sem contar o quão diferente seria a história, se cristãos fossem profundamente marcados pelo amor e pela unidade. Talvez uma brisa da fragrância da unidade seja o que detecto quando visito uma igreja nova e tenho a percepção da “vivacidade”.

Missão - O arcebispo William Temple disse que a igreja “é a única sociedade cooperativa no mundo que existe para o benefício daqueles que não são membros”. Algumas igrejas, especialmente aquelas localizadas em áreas urbanas, têm o foco nas necessidades de seus vizinhos próximos. Outras adotam igrejas irmãs em outros países, apóiam projetos e agências de desenvolvimento, enviam grupos missionários para outros lugares.

As igrejas mais tristes são aquelas cuja visão não vai além de seus próprios templos e estacionamentos. Em minhas visitas, nunca encontrei a igreja perfeita (e nem devemos ter esta expectativa, segundo as indicações do Novo Testamento). Mas quando tentei julgar e avaliar, simplesmente fui relembrado de que a decepção com a igreja nos remete ao audacioso experimento de Deus: permitir que pessoas comuns como nós personificassem sua presença na Terra.

POSTED BY: CVA AT 01:00 pm   |  Permalink   |  0 Comments  |  E-mail this
Wednesday, 15 April 2009


Diz o Apóstolo João:

Filhinhos, não ameis o mundo nem o que no mundo há, se alguém ama o mundo o amor de Deus não está nele. (1 João 2:15)

 

Sempre houve muita discussão a respeito do que vem a ser o mundo neste contexto que João fala.

A mais comum entre os cristãos é que o mundo, tal como citado aí é o sistema gerado por uma sociedade apartada de Deus, portanto as produções culturais, comerciais, financeiras, relacionais, políticas, etc.

Eu creio que o mundo mau, como citado por João, é muito mais uma produção do próprio coração do indivíduo, antes de ser coletiva.

Tenhamos em vista o que João disse: Que quem ama o mundo, o amor do Pai não está nele.

Nisto eu vejo que o mundo se manifesta no ser humano numa perspectiva bem subjetiva. Trata-se de um amor, de algo que move as entranhas, os afetos e pensamentos.

Em outras palavras,  é um amor que atrapalha o Amor.

Eu coloco amor com letra minúscula descrevendo tudo aquilo que preenche os anseios do nosso coração.

E com letra maiúscula falo do Amor que flui de Deus para nós e em nós, é o amor com as características de 1 Corintios 13.

Todo amor que impede o fluxo do verdadeiro Amor é mundano, é amor ao "mundo".

Neste sentido, nem todas as produções humanas da sociedade não cristã são necessariamente más em essência, mas se meu coração permitir que essas produções ocupem espaço nele de forma a interromper o verdadeiro Amor de Deus, neste momento, eu estou amando o mundo e impedindo o Amor real de Deus.

Notem que eu digo que nem todas as produções são más, porém é lógico que há muita coisa declaradamente má no mundo.

Se eu sou um cristão e tenho uma mentalidade cristã, no entanto,  devo aprender a discernir todas as coisas pelo prisma da minha relação com o Cristo vivo que interage comigo.


Porque esta questão gira em torno disto. As pessoas que agem movidas pela natureza carnal e pecaminosa não conseguem exercer este discernimento; para estas o mundo de fato se torna objeto de fascínio e amor numa relação de promiscuidade de alma.

Mas para os espirituais, entretanto, há liberdade e pureza de intenções constantes.

Existem estes dois grupos na Igreja de Jesus.

Existem carnais e espirituais, os que amam o mundo e os que usam do mundo sem dele abusarem:

1 Coríntios 7:31
"E os que usam deste mundo, como se dele não abusassem, porque a aparência deste mundo passa."

 
A dificuldade no meio dos cristãos tem a ver com isto.

De fato há diferença de pessoa para pessoa no trato com Deus e com o mundo.

1. Para uns, não se pode ouvir o que chamam de "música do mundo", por exemplo.

2. Para outros, não somente ouvem música composta por não-cristãos como  permitem que seus corações se envolvam com a cultura e a mentalidade exposta nas canções de tal forma que seus afetos sejam direcionados para o espírito do mundo que flui, não só em músicas, como pode fluir em tudo no mundo.

3. Mas há um terceiro grupo, que já tem capacidade do Espírito de discernir as coisas e de viver no mundo sem dele ser, este terceiro grupo é bem seleto e raro, são poucos os que dele fazem parte. São os capazes de usar do mundo sem dele abusarem. Podem usar uma música ou qualquer outra forma de arte e literatura e extraírem o bem sem serem afetados pelo mal.

Para este último grupo, certas porções da Palavra fazem muito sentido, como:

"Todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os contaminados e infiéis; antes, o seu entendimento e consciência estão contaminados." (Tito 1:15)

e ainda:

"Examinai todas as coisas, retende o que é bom" (1 Tessalonicenses 5:21)

Assim, vemos que existe a possibilidade de variações nos corações humanos. E essas variações determinam fatores como: Carnalidade ou espiritualidade, maturidade ou infantilidade, pureza ou contaminação, etc.

Há a possibildade de ser espiritual se abstendo das produções que há no mundo
Há a possibilidade de ser espiritual utilizando produções que há no mundo
Há a possibilidade de ser carnal se abstendo ou utilizando das produções que há no mundo.

Qual, pois, é o fator que faz a diferença?

O amor

Quando as produções que há no mundo são poderosas para interromperem meu amor por Deus, eu amo o mundo.

Quando meu amor por Deus é poderoso para que eu use do mundo sem ser contaminado, eu amo a Deus.

Neste sentido serei mais espiritual quanto mais capacidade tiver de usar do mundo sem dele ser.

De absorver o bem sem absorver o mal ou ser absorvido pelo mal.

Como isto exige crescimento, discernimento e ousadia, geralmente é mais fácil a opção da clausura da alma, do afastamento de tudo e de todos como forma de auto-preservação psico-espiritual-emocional.

Ao olharmos Jesus, nos Evangelhos,  vemos que Ele tinha o poder de se misturar a pecadores sem absorver o mal que neles havia.

Era com frequencia condenado e criticado por religiosos adeptos da mentalidade do apartheid religioso.

Jesus introduziu o conceito de ser sal da terra a partir de sua própria conduta no meio do mundo.

O discípulo precisa aprender com o Mestre a ser sal ao se misturar no ambiente e na cultura em que se encontra.

Para isto ele conta com o Espírito do próprio Cristo nele que será sempre o capacitador de todo discernimento entre o bem e o mal, a verdade e a mentira, a luz e as trevas.

Você está disposto a crescer na direção desta liberdade de discernimento?


Paz em teu coração

Pr Israel Silva

POSTED BY: Pr Israel AT 02:08 pm   |  Permalink   |  0 Comments  |  E-mail this
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